Venda de bebidas alcoólicas na mira do governo

Estou de volta. Que os amigos conhecidos e ainda não conhecidos que por aqui passam estejam caminhando com determinação nesse ano ainda novinho.

Minha primeira confabulação do ano será sobre as restrições que Lula impôs hoje à venda de bebida alcoólicas nas rodovias federais. Segundo a Medida provisória, fica proibida a comercialização de qualquer bebida que contenha álcool em sua composição com grau de concentração igual ou acima de 0,5º. O descumprimento da norma implicará multa de R$ 1.500,00 ao comerciante. Em caso de reincidência, o valor da multa será dobrado e o acesso ao estabelecimento pela rodovia suspenso por um período de dois anos. Os estabelecimentos comerciais situados às margens das rodovias federais deverão fixar avisos indicando a proibição em locais de ampla visibilidade. Caso contrário, estarão sujeitos a multas de R$ 300,00. Os comerciantes têm até o dia 31 de janeiro para se adequar à nova legislação, cuja fiscalização caberá à Polícia Rodoviária Federal (PRF).
O ministro Tarso Genro considera um avanço importante no combate à violência no trânsito e à mortalidade nas estradas e diz que trabalhos do Centro de Estudos de Prevenção e Reabilitação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) destacam que mais de 88% das vítimas mortais dos acidentes de trânsito apresentavam álcool no sangue.
Muito boa a medida. Mas cabe um questionamento: por que só nas rodovias? Os postos de gasolina dos centros urbanos continuam com suas lojas de conveniência vendendo bebibas alcoólicas e reunindo grande número de jovens, com grande probabilidade de ter menores no grupo. Depois da farrinha saem fazendo barbaridade no trânsito. A avenida Luiz Viana Filho - a nossa Paralela - que o diga. Dirigir naquelas pistas tem se constituído, cada vez mais, em atividade de altíssimo risco.
Outro questionamento: cadê a coragem de proibir propagandas dos fabricantes, como fizeram com o cigarro? Antes, fumar era o mote para ser tudo de bom. Hoje, beber cerveja é que vai tornar o jovem mais na onda, mais gostoso, mais desejado, mais sedutor, mais isso, mais aquilo. E a única limitação imposta é a de a pessoa com menos de 25 anos não poder beber no comercial.
Ninguém pode, evidentemente, proibir ninguém de consumir o que que seja; mas o incentivo através da publicidade, na minha opinião, deve ter limites. Urgente.

Comentários

  1. seus luitores se ressentem da ausência, festjam o novo post, mas como deptraxe poucos dão o esperado retorno.
    creo, Vanda, que a questão comercial -ainda- é preponderante nessa questão do àlcool nos postos fora das bombas.
    alguns até promovem pagodes, sambões, churrascadas...
    bjs
    alf

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  2. De acordo com sua opinião, não seria melhor proibir a fabricação da bebida alcoolica?
    Junior

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  3. Não, Junior. A questão não é essa. Discuto o incentivo que é dado através da propaganda na TV, principalmente, onde os atores são bonitos, desjáveis e desejados, cercados de mulheres gostosas... só porquem estao bebendo uma cerveja. Em relação à proibição nas lojas de conveniência, que falei, é porque um posto de gasolina é para abastecer veículos e não pessoas com álcool.

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