A tecnologia me dá reencontros que fazem bem à alma

Você acredita que reencontros ajudam a seguir feliz o seu caminho? Eu acredito. Afinal, minha história é marcada por reencontros. Um dos mais importantes foi aquele por quem me apaixonei aos 15 anos e cruzei de novo aos 27 anos, começando uma nova história que segue nos fazendo bem há 36 anos.

Mas não é deste reencontro que quero falar com você, e sim sobre reencontros, viabilizados com o uso da tecnologia, com pessoas queridas que marcaram sua vida em algum momento: na infância, adolescência, juventude...

Lucretia, eu, Roberto e Fran em Aparecida-PT
A baiana meiga e determinada

Um dos reencontros que vivenciei me fez muito feliz. Havia pelo menos 18 anos que não via uma amiga querida da infância: Lucretia Rusu (Teta). Morávamos perto uma da outra na Vila da Chesf, em Paulo Afonso (BA), e estudamos juntas praticamente todo o Ensino Fundamental (que na minha época chamávamos de Primário e Ginásio).

No início do Ensino Médio (Científico), Teta foi para o Recife. Nos reencontramos quando eu fui depois, para cursar o 3° ano e me preparar para o vestibular. Morávamos no mesmo bairro (Boa Vista) e passamos a estudar juntas extra-classe, pois estávamos em colégios diferentes. Como ela não obteve êxito no vestibular para Medicina, não permaneceu no Recife, onde fiquei para cursar Jornalismo. Nos perdemos de vista.

Novo reencontro aconteceu em Salvador, muitos anos depois, com Teta, agora assistente social, casada, duas filhas e de malas prontas para ir morar em Portugal. Amigos em comum também da infância e da escola organizaram uma despedida: Nadja Ferreira, Amaury Xavier, Jussara Duarte e Teresa Virgínia (se esqueci alguém peço desculpas).

O tempo correu de novo e mais uma vez nos perdemos de vista. Acontece isso quando estamos distantes ou até perto, devido ao dia-a-dia intenso de ambos os lados. A saudade me levou a nova busca, desta vez nas redes sociais. Mas Teta era invisível. Quase invisível. Acreditem, encontrei-a em pesquisa no #Google, através de uma mensagem compartilhada no Slide Share sobre espiritismo, constando o e-mail da minha amiga.

Mantive contato e aliviei a saudade através de palavras digitadas. Descobri, até, que um outro amigo querido, o jornalista Paulo Amâncio, com quem trabalhei no jornal Tribuna da Bahia, era seu cunhado. Ô mundo pequeno.E foi em novembro de 2017 que finalmente aconteceu o reencontro que me deixou muito feliz.

Em minha primeira viagem à Portugal, não poderia deixar passar a oportunidade de abraçá-la. Conheci Fran, seu marido, e eles conheceram Roberto, meu marido. Fomos recebidos com muito carinho neste reencontro, que foi possível graças a internet. Esta amiga apresentou a mesma meiguice, agora compondo a imagem de uma mulher forte e determinada.

Eu, Elis e Amélia, em Teresina (PI)
A piauiense de sorriso largo

Nas férias de 2018 consegui realizar mais um reencontro. Desta vez com uma amiga que não via há 38 anos: Amélia Pereira Lima, uma piauienses de Floriano, de sorriso largo e de um coração imenso, com quem estudei o 3º ano do Ensino Médio no Recife. Depois de anos de buscas nas redes sociais e no próprio Google, consegui encontrá-la virtualmente no #Facebook e depois abraçá-la ao vivo e em cores.

Você já reencontrou uma pessoa querida assim? A emoção tem uma carga maior ao ver que esta pessoa construiu um caminho que lhe trouxe felicidade. Que enfrentou desafios com coragem e
altivez, sem perder a alegria e o sorriso que a deixou tão viva em minha memória. Militante política de esquerda era algo imaginável, pois nas aulas de OSPB do professor Saulo, no Colégio e Curso Boa Vista, já apresentavam essa característica.

Seu feito maior, e também sua luta, veio com Elis, sua filha linda que vence dia a dia os desafios da paralisia dos membros inferiores. Ela segue os caminhos da mãe e também cursou Direito. Amélia tornou-se Bacharel em Direito depois de uma Agronomia que nunca exerceu.

Abraçar e sorrir largo com Amélia encheu minha alma de alegria. Mas faltou algo para reviver quase tudo: os cachos lindos em uma farta cabeleira que emolduravam seu rosto na juventude. Mas aí é querer muito. Infelizmente, em 1980 éramos estudantes do interior de outros estados (Bahia e Piauí), sem muitos recursos. E não tínhamos máquina fotográfica. Ou seja, não tenho foto do passado com esta amiga querida.

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Eu, na minha saudade, tenho usado dos recursos da tecnologia, das redes sociais, para tentar encontrar pessoas queridas com quem perdi contato.Outros encontros e reencontros virtuais aconteceram, viabilizados desde o Orkut e o MSN, depois com o Facebook. 

Se você sente saudade de alguém com quem viveu momentos bacanas de amizade, busque o reencontro. Vai lhe fazer um bem danado. 





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